Corredores Investem em Fotos Profissionais para Redes Sociais

Corredores Investem em Fotos Profissionais para Redes Sociais
Corredores Investem em Fotos Profissionais para Redes Sociais
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Corrida e redes sociais estão mais conectadas do que nunca! Você já percebeu como os corredores estão investindo em fotos profissionais para compartilhar suas conquistas? Vamos explorar essa tendência que está transformando a forma como vivemos e registramos a corrida!

A Corrida e o Fenômeno das Fotos Profissionais nas Redes Sociais

Quem já participou de uma prova de corrida ou até mesmo treinou em parques movimentados sabe: a presença de um fotógrafo é quase um convite para dar aquele gás extra. Essa “febre da postagem” nas redes sociais tem levado muitos corredores a investir em imagens profissionais, transformando o registro de cada passada em um verdadeiro negócio e, muitas vezes, em laços de amizade.

O Papel Essencial dos Fotógrafos nos Eventos de Corrida

Os fotógrafos se tornaram figuras indispensáveis nas principais provas de rua do Brasil. Eles se posicionam em pontos estratégicos dos percursos, prontos para capturar os melhores ângulos dos atletas. Essas fotos, geralmente, são vendidas em plataformas online especializadas, onde o reconhecimento facial facilita a busca. Curiosamente, algumas organizações, como as das corridas “Bota Pra Correr” da Olympikus, oferecem as imagens gratuitamente, incentivando ainda mais o compartilhamento.

André Chaco, cofundador e CEO da Fotop, uma das maiores plataformas globais de fotos para eventos, confirmou um aumento de aproximadamente 30% na procura pela compra de fotos em eventos. Essa demanda crescente mostra como o registro visual se tornou parte integrante da experiência de correr.

São Silvestre 2025: Um Marco com Muitos Cliques

A edição de número 100 da tradicional Corrida de São Silvestre, que acontecerá em 2025, é um exemplo claro dessa tendência. A Fotop planeja mobilizar 350 fotógrafos ao longo dos 15 km do percurso para garantir que nenhum momento seja perdido. Para Chaco, essa “febre” reflete o comportamento do brasileiro nas redes sociais, que adora compartilhar suas experiências e conquistas, seja um treino diário ou uma grande prova.

Histórias de Corredores e Seus Registros Diários

A paixão por registrar a corrida vai além das provas. Muitos corredores fazem questão de documentar seus treinos diários. É o caso de Gisele Milanezi, uma engenheira mecânica de 44 anos e maratonista. Ela, que mora no Rio há 12 anos e é natural de Santa Catarina, começou a correr aos 40 por questões de saúde e hoje é uma entusiasta das fotos.

Gisele corre três vezes por semana e estima comprar cerca de 20 fotos por treino, aproveitando promoções e até “cartões fidelidade” em sites. Ela já correu a Maratona do Rio em 2024 e acumula 34 meias maratonas. Para ela, as fotos são uma forma de compartilhar a felicidade e inspirar amigos, não de se tornar uma influenciadora. A amizade com os fotógrafos também é um ponto importante, oferecendo até mesmo uma sensação de segurança para quem treina cedo, como ela, que muitas vezes chega ao Aterro às 5h30.

Outro exemplo é Allan Cesar, um bancário de 40 anos, morador de Botafogo. Ele se considera “viciado” em postagens e compra, em média, três fotos por treino, chegando a gastar R$ 70 em um único dia. Allan corre cerca de 5 km na orla da praia de segunda a sexta e se preocupa até em não repetir o “look” para suas fotos, que geram muitos comentários e engajamento. Ele prefere treinar cedo para aproveitar a luz do nascer do sol, ideal para as imagens, e até já investiu em um drone para ocasiões especiais.

A Amizade por Trás das Lentes: Harysson Ferreira

Harysson Ferreira, um engenheiro e fotógrafo de 47 anos, é um dos profissionais que registra Gisele e Allan no Aterro do Flamengo. Conhecido como Hary, ele busca capturar imagens que mostrem os corredores “bem, sorrindo, com uma paisagem bacana ao fundo ou com uma técnica de imagem diferente”, destacando o sucesso das fotos onde o corredor parece “voar”.

Hary trabalha todos os dias, incluindo fins de semana, e vê seu trabalho como fotógrafo complementar à sua carreira de engenheiro. Ele ressalta que a relação com os corredores vai além da transação comercial, transformando-se em amizade e acompanhamento da evolução de cada um. Para ele, a busca por fotos e o compartilhamento nas redes sociais estão ligados à valorização da saúde e à busca por qualidade de vida, um “tá pago!” que se estende por toda a jornada do corredor.

Fonte: O Globo

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