Brasil ganha 2 milhões de corredores em um ano: o que explica o crescimento

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Corrida está em alta no Brasil! Em 2025, o país ganhou 2 milhões de novos corredores, refletindo uma mudança significativa nos hábitos de saúde e bem-estar. Vamos explorar o que está por trás desse crescimento!

O Boom da Corrida no Brasil: Mais de 2 Milhões de Novos Corredores em Um Ano

A corrida de rua está ganhando cada vez mais espaço no coração dos brasileiros. Um estudo recente, o “Por Dentro do Corre”, realizado pela Olympikus em parceria com a consultoria Box1824, revelou um crescimento impressionante: o Brasil ganhou mais 2 milhões de corredores em 2025. Isso significa que o número de pessoas que calçam o tênis e saem para correr pelo menos uma vez por semana saltou de 13 milhões para 15 milhões. É como se uma cidade inteira, do tamanho de Manaus, tivesse descoberto a paixão pela corrida!

A Corrida no Top 5 das Atividades Físicas

Esse crescimento não é um acaso. A corrida se consolidou como um hábito importante na vida dos brasileiros. Em 2025, ela se tornou a quarta atividade física mais praticada no país, alcançando 14% de adesão — um aumento em relação aos 12% registrados em 2024. Para ter uma ideia, o ranking das atividades mais populares ficou assim:

  • Caminhada: 39%
  • Musculação: 25%
  • Futebol: 16%
  • Corrida: 14%
  • Ciclismo: 10%

Márcio Callage, diretor de marketing da Olympikus, aponta que o mais interessante não são apenas os números, mas a mudança de perspectiva. A corrida deixou de ser vista como um esporte para atletas de alta performance e se transformou em um estilo de vida. A constância e a capacidade de encaixar a corrida na rotina diária agora importam mais do que o ritmo ou a distância percorrida.

O Novo Rosto do Corredor Brasileiro: Mais Mulheres e a Classe C em Destaque

O perfil de quem corre também está se transformando. Em 2025, as mulheres alcançaram 50% dos corredores, um salto significativo em comparação com os 42% do ano anterior. Isso mostra que o esporte está se tornando mais equilibrado e inclusivo.

A faixa etária mais ativa é a de 25 a 44 anos, que cresceu de 46% em 2024 para 60% em 2025. Os jovens de 18 a 24 anos também estão chegando com força, passando de 12% para 20%. Já o grupo com 45 anos ou mais, que representava 42% em 2024, agora está em 20%.

Um dado que realmente chama a atenção é a ascensão da classe C, que se tornou o principal grupo de corredores, subindo de 36% em 2024 para 43% em 2025. A classe B vem logo em seguida com 40%, e a classe A com 15%. Entre os novatos — aqueles que começaram a correr há menos de um ano — 56% são da classe C. Essa democratização é possível porque a corrida é um esporte de baixa barreira de entrada, que pode ser praticado em qualquer lugar, sem a necessidade de equipamentos caros ou academias.

Saúde Física e Mental: Os Grandes Impulsionadores

Os motivos para correr continuam sendo os mais fundamentais: a busca por saúde física e mental, além do condicionamento. Esses são os principais gatilhos para quem começa e também o que mantém muitos no esporte. Não é à toa que 64% dos entrevistados concordam que “corrida é uma obrigação para eu me sentir saudável”.

Os benefícios percebidos no dia a dia vão muito além da forma física:

  • Mais energia no dia a dia: 43%
  • Melhor saúde mental: 40%
  • Melhora no sono: 38%
  • Melhora na autoestima: 37%
  • Melhora na alimentação: 31%

E não é só a endorfina! A socialização também desempenha um papel crucial na saúde mental. Embora muitos vejam a corrida como um momento de introspecção, o estudo mostra que ela está se tornando cada vez mais coletiva. Grupos e assessorias de corrida estão em alta, e o lado social é uma parte importante da experiência. Cerca de 50% dos entrevistados se relacionam com pessoas da corrida fora dos treinos, e 47% afirmam que fazer amigos e conhecer gente nova é a melhor parte de correr.

Os Desafios: Tempo e Segurança

Apesar de todo o crescimento, a corrida ainda enfrenta obstáculos bem conhecidos no Brasil: a falta de tempo e a falta de lugares seguros para praticar. Esses são os maiores freios para quem tenta manter o hábito, especialmente em meio a rotinas agitadas e a escassez de espaços urbanos tranquilos.

Para Márcio Callage, é fundamental que o poder público se envolva. Com políticas de mobilidade ativa, segurança e infraestrutura urbana, esse movimento pode se tornar um grande aliado da saúde pública, beneficiando ainda mais a população.

Fonte: Veja

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