Como a corrida ajudou uma jornalista a superar o burnout
Você já pensou em como a corrida pode transformar vidas? Drielly Peniche, uma jornalista, encontrou na corrida um espaço de autocuidado e apoio entre mulheres. Venha conhecer sua história inspiradora!
A Jornada de Drielly Peniche: Como a Corrida Resgatou uma Jornalista do Burnout
E aí, galera que ama uma boa história de superação! Hoje, quero compartilhar com vocês a trajetória inspiradora da Drielly Peniche, uma jornalista que, como muitos de nós, se viu engolida pela rotina e pelo estresse. Mas, calma, essa história tem um final feliz — ou melhor, um recomeço cheio de endorfina e apoio feminino. Ela encontrou na corrida não só um escape, mas um verdadeiro coletivo de mulheres que a ajudou a reencontrar o equilíbrio. Vem comigo que essa é daquelas que aquecem o coração!
A Vida Antes da Corrida: Um Ritmo Acelerado e Sem Pausas
Antes de calçar os tênis e sentir o vento no rosto, a vida da Drielly era bem diferente. Como toda criança, ela tinha aquela energia de sobra, sabe? Brincava ao ar livre, jogava futebol… Mas, como acontece com muitos de nós, a vida adulta chegou e, com ela, as responsabilidades que acabam “engolindo” o lazer. A prática de atividades físicas foi ficando de lado, e a rotina de jornalista, como ela mesma descreve, era intensa e sem trégua.
O Impacto do Burnout na Rotina: Quando o Corpo e a Mente Pedem Socorro
Ser jornalista é uma missão, mas também um desafio e tanto. Lidar diariamente com notícias pesadas — escândalos, violência, tragédias — é algo que mexe com a gente, né? A Drielly sentia isso na pele. Ela absorvia muitas das histórias que cobria, e a sobrecarga emocional, somada à exigência de se doar 100% à profissão, a levou a um ponto crítico: o burnout. Era um cansaço que ia além do físico, uma exaustão que pedia uma mudança urgente.
A Busca por Autocuidado: Um Grito por um Respiro
Chegou um momento em que a Drielly percebeu que precisava de um “respiro”. Ela queria algo que a tirasse daquela rotina sufocante por algumas horas, que a fizesse olhar para si mesma, sem as cobranças externas ou a necessidade de dar conta de tudo que acontecia no mundo. Era uma busca por um espaço onde pudesse separar a Drielly profissional da Drielly pessoal — algo que, como ela bem pontua, é fácil de falar, mas difícil de colocar em prática.
A Descoberta do Coletivo Feminino: Encontrando Força no Grupo
A decisão de começar a correr não foi um “clique” instantâneo, daqueles de filme. No início, como muitos de nós, ela pensou que a corrida não era para ela. As dores, a dificuldade… “Tudo doía!”, ela lembra. Mas aí, uma amiga, a Marcela Casimiro, deu aquele empurrãozinho essencial: “Amiga, você é capaz, você que fica se sabotando. Vamos fazer uma prova juntas”. E foi essa prova, feita em dupla, que virou a chave. Logo depois, ela descobriu o “Elas Que Voam”, um coletivo feminino de corrida que se tornou seu porto seguro.
Como a Corrida se Tornou uma Válvula de Escape: O Compromisso Consigo Mesma
Para Drielly, a corrida se transformou em muito mais do que um exercício físico. Virou uma verdadeira válvula de escape, um compromisso inegociável consigo mesma. “Hoje, preciso ter o meu momento da corrida, da academia. O tempo que eu dedico para o meu eu. Eu realmente preciso disso”, ela enfatiza. É nesse espaço que ela consegue se desconectar, recarregar as energias e encontrar a paz que a rotina de jornalista muitas vezes roubava.
Desafios Enfrentados no Início: As Dores e a Autossabotagem
Quem nunca sentiu que a corrida não era para si, que atire o primeiro tênis! A Drielly passou por isso. No começo, as dores eram constantes: articulações, aquela dor lateral na barriga por causa da respiração… E, claro, os pensamentos de autossabotagem: “não vai dar certo”. É um esporte que exige persistência, e a sensação de “começar do zero” depois de uma pausa é real. Mas a superação desses desafios é o que torna a jornada ainda mais gratificante.
A Importância do Apoio Entre Mulheres: O Poder do “Elas Que Voam”
Correr sozinha é bom, mas correr em grupo, especialmente em um coletivo como o “Elas Que Voam”, é transformador. Fundado em 2017, o grupo, liderado por mulheres, oferece um ambiente de apoio e incentivo mútuo. Drielly destaca a troca genuína e a admiração entre as participantes. “A palavra já diz tudo: coletivo. Você supera tudo junto, evolui junto. O Elas Que Voam preza muito por isso”, ela explica. Os encontros são gratuitos e acontecem todas as segundas-feiras, às 19h30, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. É um convite aberto para quem busca essa rede de apoio.
Momentos Marcantes na Corrida: Histórias que Ficam
Ao longo de sua jornada na corrida, Drielly acumulou muitas lembranças especiais. É difícil eleger apenas uma, mas há um momento que ela recorda com um carinho imenso, um daqueles que marcam a alma e nos lembram o verdadeiro valor da vida e do esporte.
A Experiência do Avô no Treino: Um Legado de Inspiração
Um dos momentos mais emocionantes para Drielly foi quando seu avô, no auge dos seus 100 anos, fez questão de ir a um treino do coletivo. Mesmo cadeirante e com mobilidade reduzida, ele foi levado pelos pais dela para prestigiar o grupo. “Foi fantástico”, ela descreve. Infelizmente, o avô de Drielly faleceu em novembro de 2025, mas a imagem dele, fazendo um esforço para estar presente e se sentir parte, é uma lembrança que ela guarda para sempre. Um verdadeiro legado de força e amor.
A Influência das Redes Sociais na Corrida: Entre a Inspiração e a Realidade
Com o boom da corrida nas redes sociais, vemos muitas imagens “perfeitas” de influenciadoras com rotinas que parecem distantes da maioria. Drielly vê a popularização como algo positivo, pois atrai mais pessoas para o esporte, mas também alerta para os perigos da comparação. “A vida na internet é muito diferente da vida no dia a dia, na realidade. Cada um tem uma vivência, cada um tem uma rotina. Então, é não se comparar”, ela aconselha. É importante lembrar que a corrida não é “aleatória” e exige preparo, ao contrário do que algumas “trends” podem sugerir.
Dicas para Iniciantes na Corrida: Preparo e Consciência Acima de Tudo
Para quem está pensando em começar a correr, Drielly tem um recado claro: “Tudo demanda preparo. Não é tudo na loucura”. A pressa para se encaixar em uma “trend” ou correr uma maratona de 42 km sem o devido preparo pode levar a lesões sérias. É fundamental entender as técnicas, observar o próprio corpo e ir com calma. O importante é “jogar o corpo no mundo”, como na música *Mistério do Planeta*, dos Novos Baianos, mas com consciência e cuidado.
A Corrida como Autoconhecimento: Um Espelho da Vida
No fim das contas, a corrida se tornou para Drielly um caminho profundo de autoconhecimento. É nas passadas que ela se redescobre, que entende quem ela é e quem pode ser. “Alguns dias eu gosto das descobertas e outros não. Alguns dias eu me sinto muito forte e outros não. É a realidade”, ela reflete. A corrida, com seus altos e baixos, espelha a própria vida, ensinando sobre resiliência, aceitação e a beleza de cada passo dado.
Fonte: Terra
