Taxa Permit nas Corridas de Rua do Piauí: Entenda Tudo
A nova taxa Permit que será cobrada nas corridas de rua do Piauí a partir de janeiro de 2026 gerou polêmica. Vamos entender o que isso significa para atletas e organizadores.
Permit nas Corridas de Rua do Piauí: Entenda a Polêmica e os Impactos
E aí, galera que ama correr! Vocês já devem ter ouvido falar da nova taxa “Permit” que a Federação Piauiense de Atletismo (FPI) vai começar a cobrar nas corridas de rua a partir de janeiro de 2026, né? Pois é, o assunto está dando o que falar por aqui, gerando bastante discussão entre atletas e organizadores. Mas, afinal, o que é essa taxa e por que ela está causando tanto burburinho? Vamos desvendar isso juntos!
O que é o Permit e por que ele é tão importante?
Pensa no Permit como um “selo de aprovação” oficial. Ele é, basicamente, a autorização que uma corrida de rua precisa ter para ser considerada regular. Sem esse documento, a prova simplesmente não é reconhecida nem pela FPI, nem pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). A presidente da FPI, Maria da Paz, explicou que o Permit sempre foi obrigatório. O que aconteceu foi que a Federação Piauiense ficou inativa por mais de três anos e, agora, com a nova gestão, está retomando suas atividades e fiscalizando o cumprimento das normas que já existem.
A volta da fiscalização: por que agora?
A cobrança do Permit não é uma novidade, mas sim a retomada de uma regra antiga. A FPI, depois de um período de inatividade, foi reativada e, com isso, voltou a aplicar as normas que regem o atletismo brasileiro. A presidente Maria da Paz ressalta que o atletismo é muito mais do que só corrida de rua, englobando também provas de pista, campo e outras modalidades, todas com suas regras técnicas. Então, essa “surpresa” para alguns organizadores, na verdade, é a federação voltando a fazer o que sempre deveria ter feito.
O outro lado da moeda: reclamações de atletas e organizadores
Claro que, como em toda mudança, surgem as preocupações. Os organizadores de eventos de corrida argumentam que já é caro montar uma prova, e essa nova taxa, que pode variar de R$ 750 a R$ 4.500 dependendo do número de participantes, pode acabar sendo repassada para o valor da inscrição. Isso, por sua vez, deixaria as corridas mais caras para nós, atletas. Muitos corredores, especialmente aqueles que buscam a corrida por lazer ou saúde, questionam qual seria o retorno direto dessa cobrança para eles.
Segurança em primeiro lugar: o argumento da FPI
Um dos pontos mais fortes da federação para justificar o Permit é a segurança dos participantes. A presidente da FPI citou um caso grave em Teresina, onde uma corrida foi realizada sem a devida fiscalização. As vias não foram fechadas corretamente, e dois atletas quase foram atropelados por carros, motos e ônibus que passavam na mesma pista da prova. A federação quer atuar como parceira dos organizadores, garantindo que esses problemas não aconteçam e que as corridas sejam seguras para todos.
O que a lei diz sobre a necessidade do Permit?
E não é só uma regra da federação, viu? A lei também está do lado da FPI. O Código de Trânsito Brasileiro, desde 1997, na Lei 9.503/97, em seu artigo 67, já determina que qualquer competição esportiva em vias públicas precisa de autorização tanto do poder público quanto da federação da modalidade. Isso vale para atletismo, ciclismo, triatlo… ou seja, não é uma invenção recente, mas uma exigência legal.
Para onde vai o dinheiro do Permit?
A FPI garante que o valor arrecadado não vai para o bolso de ninguém, mas sim para o desenvolvimento do atletismo piauiense. A ideia é usar a grana para comprar materiais, treinar árbitros, organizar mais competições e até apoiar atletas em viagens e eventos. Um exemplo citado é o do atleta Jean Cláudio, de Campo Maior, que começou nas pistas e hoje compete no atletismo federado. Ele vai representar o Piauí na famosa São Silvestre, em São Paulo, largando no pelotão Elite B. A federação conseguiu ajudá-lo com uma pequena quantia, e a presidente acredita que, com mais estrutura, poderiam ter feito muito mais. Além disso, o Permit traz outros benefícios importantes, como o reconhecimento oficial do evento, controle técnico e arbitragem, homologação dos resultados, padronização da prova e a inserção da corrida no calendário oficial do atletismo.
Diálogo à vista: FPI e organizadores se reúnem
Para tentar acalmar os ânimos e esclarecer todas as dúvidas, a FPI e os organizadores de corridas de rua têm uma reunião marcada para o dia 08 de janeiro. O objetivo é justamente explicar as normas, os benefícios e o suporte que a entidade pode oferecer através do Permit. É um passo importante para que todos entendam a importância dessa regulamentação e trabalhem juntos pelo esporte.
Fonte: Cidade Verde
