Por que evitar treinar gripado: riscos e como retomar os treinos

Por que evitar treinar gripado: riscos e como retomar os treinos
Por que evitar treinar gripado: riscos e como retomar os treinos
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Treinar gripado pode parecer tentador para quem não quer perder ritmo, mas vale a pena pensar duas vezes — você sabe quando é seguro continuar ou quando é melhor descansar?

Por que você não deve treinar estando gripado?

Sabe aquela vontade de não pular nenhum dia de treino, mesmo quando o corpo dá sinais de que algo não vai bem? Pois é, insistir em treinar gripado pode ser um erro perigoso. Segundo o Dr. João Marcello Branco, endocrinologista e médico do esporte, o exercício físico durante uma gripe pode sobrecarregar um organismo que já está lutando contra uma infecção.

Os riscos reais de forçar o corpo

Quando você apresenta sintomas sistêmicos — como febre, dores pelo corpo, mal-estar intenso e prostração — o sistema imunológico está operando no limite. Forçar o treino nesse estado pode agravar a infecção e atrasar sua recuperação. Um dos riscos mais sérios citados pelo especialista é a miocardite viral, uma inflamação no músculo cardíaco. Se não for tratada, essa condição pode evoluir para arritmias, insuficiência cardíaca e, em casos extremos, até morte súbita. Além disso, a fadiga sistêmica aumenta drasticamente a vulnerabilidade a lesões.

Quando é possível manter o ritmo?

Nem toda indisposição exige repouso absoluto. O médico explica que, se os sintomas estiverem restritos às vias aéreas superiores — como coriza, espirros ou uma dor de garganta leve — e não houver febre ou sintomas generalizados, atividades leves e de baixa intensidade podem ser mantidas. Nesses casos, o movimento controlado pode até auxiliar na manutenção do bem-estar e da imunidade. No entanto, se houver febre alta, falta de ar ou dores musculares fortes, o repouso é inegociável para garantir uma recuperação adequada.

Como retomar os treinos com segurança

A pressa é inimiga da saúde. O retorno às atividades deve ocorrer apenas após a resolução completa dos sintomas e o fim da febre, que é um sinal claro de que o corpo ainda está combatendo o vírus. Para evitar as famosas “gripes mal curadas”, siga estas recomendações:

  • Progressão gradual: Comece com intensidade reduzida e aumente a carga de treino aos poucos.
  • Monitoramento constante: Fique atento a sinais como dor no peito, palpitações, fadiga excessiva ou falta de ar durante o exercício.
  • Interrupção imediata: Caso sinta qualquer um desses sintomas, pare o treino e procure avaliação médica.

Lembre-se: se os sintomas persistirem por um período entre 15 a 20 dias, é essencial buscar ajuda profissional para investigar possíveis complicações ou condições associadas que estejam impedindo sua melhora.

Fonte: Webrun.com.br

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