Personal trainer sofre AVC hemorrágico durante prova de 18 km e sobrevive

Personal trainer sofre AVC hemorrágico durante prova de 18 km e sobrevive
Personal trainer sofre AVC hemorrágico durante prova de 18 km e sobrevive
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AVC hemorrágico durante uma corrida parece inimaginável — e foi justamente o que aconteceu com Dani Tonette na Volta da Pampulha. No km 9 ela desmaiou, passou por cirurgia de emergência e, com reabilitação intensa, voltou aos treinos. Quer entender como a craniectomia ajudou e o que isso ensina a quem corre?

Uma história de superação: o AVC durante a Volta da Pampulha

Imagine estar no meio de uma prova de 18 km, sentindo-se preparada e animada, quando tudo muda de repente. Foi exatamente isso que aconteceu com a educadora física Dani Tonette, de 42 anos, durante a Volta Internacional da Pampulha, em 2022. O que parecia ser apenas um dia de celebração esportiva tornou-se uma luta intensa pela vida após um AVC hemorrágico gravíssimo.

O momento crítico na corrida

Dani, que já mantinha uma rotina de treinos funcionais e de força, decidiu encarar os 18 km da prova mineira. No entanto, ao atingir o nono quilômetro, ela sentiu uma pressão craniana intensa e uma visão escurecida. Ao perceber que não era uma dor comum, ela buscou ajuda rapidamente. Graças à estrutura da organização do evento, o socorro foi imediato, mas o diagnóstico no hospital foi assustador: um quadro de alta gravidade onde, estatisticamente, 80% dos pacientes não sobrevivem.

Entendendo a craniectomia descompressiva

Para salvar sua vida, os médicos realizaram um procedimento chamado craniectomia descompressiva. A neurocirurgiã Kelly Bordignon Gomes, professora da PUCPR, explica que essa cirurgia retira temporariamente uma parte da calota craniana. O objetivo é dar espaço para o cérebro inchar sem comprimir estruturas vitais. Após a fase aguda, o osso original ou uma prótese personalizada é recolocada para proteger o cérebro e restaurar o contorno estético da cabeça.

A força da massa muscular na recuperação

Dani perdeu a fala e os movimentos do lado direito do corpo logo após o AVC. Surpreendentemente, sua evolução foi rápida, apresentando melhoras em apenas 15 dias. Os especialistas atribuíram esse progresso à sua base de massa muscular, construída ao longo de anos de atividade física. Mesmo após perder 10 quilos na primeira semana de internação, seu corpo respondeu melhor ao tratamento devido ao condicionamento físico prévio.

O retorno à vida ativa

Após 30 dias de hospital, Dani enfrentou meses de reabilitação em casa, contando com fisioterapia, fonoaudiologia e o apoio constante da família. Quatro meses depois, ela passou pela cranioplastia para colocar a prótese. A recuperação foi um marco: “Parecia que minha vida tinha voltado 100%”, relata. Hoje, ela utiliza seu perfil no Instagram, @danitonette, para inspirar outras mulheres, reforçando que a atividade física foi um pilar fundamental para o seu milagre de sobrevivência.

Lições de autocuidado para corredores

  • Escute seu corpo: Dores atípicas e pressões intensas durante o exercício não devem ser ignoradas.
  • A importância do treino de força: Como visto no caso de Dani, a massa muscular pode ser um fator decisivo na resiliência do organismo em situações críticas.
  • Apoio profissional: A rapidez no atendimento médico em eventos esportivos organizados é vital para o prognóstico em casos de emergências neurológicas.

Fonte: RevistaMarieClaire.globo.com

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