Instituto Ibrace é alvo de investigação por desvio de emendas
A corrida legislativa está em foco após a Operação Gorjeta, que investiga o Instituto Brasil Central (Ibrace) por supostos desvios de emendas. Vamos entender melhor essa situação!
Operação Gorjeta: O que é?
A Operação Gorjeta, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) na manhã de terça-feira, 27 de janeiro de 2026, colocou em xeque a integridade de instituições e figuras públicas. O foco principal da investigação recai sobre um esquema de desvio de verbas públicas, com o Instituto Brasil Central (Ibrace) sendo um dos alvos centrais. A ação policial visa desvendar como emendas parlamentares teriam sido direcionadas de forma irregular, com parte dos recursos retornando a um vereador.
Quem é o Instituto Brasil Central (Ibrace)?
O Instituto Brasil Central (Ibrace) se apresenta como uma organização sem fins lucrativos e é conhecido por organizar a Corrida do Legislativo. Contudo, as investigações da Operação Gorjeta apontam que a entidade teria se associado a um grupo para direcionar emendas parlamentares. A suspeita é que esses recursos, destinados tanto ao Ibrace quanto à empresa Chiroli Uniformes, teriam sido parcialmente “devolvidos” ao vereador Chico 2000, que seria o responsável pela destinação original das emendas.
As implicações das emendas parlamentares
A investigação detalha que o esquema envolvia o direcionamento de emendas parlamentares para o Ibrace e a Chiroli Uniformes. O vereador Chico 2000 (sem partido) é apontado como o beneficiário final de parte desses recursos. Além dele, a operação mirou outros indivíduos e entidades, incluindo Rubens Vuolo Júnior (chefe de gabinete de Chico 2000), Joaci Conceição Silva, João Nery Chiroli, Alex Jony Silva, Magali Gauna Felismino Chiroli e a própria empresa Chiroli Uniformes. Essa rede de envolvidos sugere um arranjo complexo para o desvio de fundos públicos.
Medidas cautelares e bloqueios financeiros
Em resposta às evidências coletadas, o Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá expediu diversas ordens judiciais. Foram impostas três medidas cautelares diversas da prisão aos investigados, que incluem:
- Proibição de contato entre os envolvidos e com testemunhas.
- Restrição de acesso aos prédios e dependências da Câmara Municipal de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes de Cuiabá.
- Impedimento de deixar a comarca, além da exigência de entrega dos passaportes.
Adicionalmente, foi determinado um bloqueio inicial de R$ 676.042 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas. A justiça também ordenou o sequestro de bens, que abrange sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis. A operação resultou no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis, reforçando a amplitude da investigação.
Fonte: Olhar Direto
