Mbappé e On: por que a empresa suíça aposta no futebol com ações
Mbappé deixou a Nike e aceitou receber parte do contrato em ações — o que isso revela sobre a estratégia da On, que cresce rápido e mira o futebol? Vem comigo que a história é mais sobre expansão, risco compartilhado e construção de credibilidade do que só exposição.
A Estratégia por Trás da Parceria entre Mbappé e a On
A recente mudança de ares de Kylian Mbappé, que trocou a Nike pela On após quase duas décadas, vai muito além de um simples contrato de patrocínio. O ponto central dessa negociação é o pagamento de parte da remuneração em ações da empresa suíça. Esse movimento revela uma aposta mútua: a marca busca acelerar sua entrada no futebol, enquanto o jogador se torna um parceiro direto no sucesso do negócio.
O Momento de Expansão da On
A trajetória da On é marcada por um crescimento acelerado. A receita saltou de 267 milhões de francos suíços em 2019 para quase 3 bilhões em 2025. Embora o running premium tenha sido o pilar dessa ascensão, a empresa agora enfrenta o desafio de diversificar para manter o ritmo. Com as ações acumulando uma queda de cerca de 40% desde a estreia na Bolsa de Nova York até 2026, o mercado exige novas frentes de atuação.
A marca já começou a diversificar suas operações, como a abertura de lojas próprias em São Paulo (SP) para controlar a experiência do cliente. Agora, o foco se volta para o futebol, um mercado avaliado em cerca de US$ 30 bilhões, com planos futuros de expansão também para o golfe. A meta da empresa é ambiciosa: alcançar um faturamento de US$ 7 bilhões até 2029.
Repetindo o Sucesso do Tênis
A estratégia de entrada no futebol segue um roteiro que a On já validou anteriormente. Em 2019, a marca trouxe Roger Federer como sócio para alavancar sua presença no tênis. No futebol, o processo é similar: a primeira chuteira comercial só deve chegar ao mercado em 2027. Até lá, a marca foca em construir credibilidade com o apoio de nomes como Thierry Henry, que ajudará a definir o posicionamento da empresa na cultura do esporte.
Alinhamento de Interesses e o Futuro
O modelo de remuneração em ações cria um vínculo de risco e recompensa. Mbappé, que já possui participações em empresas como Sorare, Loewe e Alan, agora compartilha o destino financeiro da On. Esse alinhamento é uma tendência crescente, vista também em casos como os de Andy Murray e Harry Kane. Para marcas que desafiam gigantes como a Nike, oferecer participação societária é uma forma poderosa de atrair talentos que realmente impulsionem a entrada em novas categorias.
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Fonte: MaquinaDoEsporte.com.br
