Como o Camping dos Andes em Cochabamba elevou o treino em altitude
treino em altitude — já pensou no impacto real que uma semana nos Andes pode ter na sua corrida? Em Cochabamba, um grupo guiado pelo campeão Ademir Paulino viveu treinos, subidas e adaptações que mostram como a altitude transforma preparo físico e cabeça. Quer saber como foi cada dia e o que você pode aprender com essa experiência?
Como o Treino em Altitude nos Andes Transformou a Performance do Grupo
Buscar novos limites é o que move o corredor. Para Carlos Campelo, essa busca resultou em uma jornada intensa em Cochabamba, na Bolívia. Sob a mentoria do campeão mundial de Aquathlon, Ademir Paulino, um grupo de oito atletas enfrentou o desafio do treino em altitude para elevar sua resistência física e mental.
A Liderança de Ademir Paulino
Ademir Paulino não é apenas um treinador, mas uma referência em provas de endurance. Com títulos mundiais em 2011 e 2014, ele trouxe sua expertise para o “Camping dos Andes”. Além de comandar a assessoria que leva seu nome, Ademir é conhecido por projetos como o “Kenya Experience Brasil”. Sua visão holística foi o diferencial para que o grupo superasse o ar rarefeito com segurança e foco no desenvolvimento pessoal.
O Grupo e a Logística
A equipe foi composta por Carlos Campelo, Dany Lira, Pablo Aviles, Rogério Zaghi, Nilson Lee, Mai Lee, Zepa e Leandro Yoshimura. O suporte logístico, essencial para registrar cada momento e garantir a segurança, ficou a cargo de Betinho. A convivência foi marcada por momentos de descontração, incluindo as apresentações de piano de Rogério Zaghi, que trouxeram leveza aos dias de esforço extremo.
Cochabamba: O Cenário Estratégico
Situada a 2.558 metros de altitude, Cochabamba é a “Ciudad Jardín” da Bolívia. O ambiente é ideal para o alto rendimento, pois a menor pressão atmosférica força o corpo a produzir mais glóbulos vermelhos. Um dos pontos altos da viagem foi o Cristo de la Concordia, no Cerro San Pedro, onde o grupo enfrentou o desafio de subir 1399 degraus.
Cronograma de Treinos Intensos
O planejamento, focado no ciclo 2026, foi rigoroso:
- 12/02/2026: Aclimatação com 7 km em pista e tiros de 200m na única pista indoor certificada pela World Athletics na América do Sul.
- 13/02/2026: 9,5 km na Laguna Alalay e a subida épica ao Cristo de la Concordia.
- 14/02/2026: Longão de 16 km na ciclovia, seguido de massagem para recuperação muscular.
- 15/02/2026: 10 km na Laguna Corani, em altitude ainda mais elevada.
- 16/02/2026: Desafio final no Parque Tunari, com subidas íngremes e descidas técnicas totalizando um percurso variado.
Benefícios Fisiológicos e Mentais
Treinar em hipóxia traz vantagens claras: aumento do VO2 máximo e maior economia de corrida ao retornar ao nível do mar. Além disso, a resiliência mental é testada ao limite. O grupo aprendeu a lidar com a fadiga e a adaptar-se a terrenos irregulares, habilidades que serão cruciais em futuras competições.
Desafios da Altitude
Nem tudo é fácil. O mal da altitude (AMS) pode causar náuseas e insônia. A estratégia do grupo foi a aclimatação gradual e hidratação constante. A nutrição também foi um ponto chave, com pratos locais como o “Pique Macho” e o “Silpancho” ajudando na reposição energética necessária para suportar a carga de treinos.
Conclusão: Uma Jornada de Superação
Mais do que ganhos físicos, a experiência em Cochabamba solidificou laços de amizade e provou que os limites são, muitas vezes, barreiras mentais. Sob a batuta de Ademir Paulino, os atletas voltaram para casa não apenas mais rápidos, mas com uma nova perspectiva sobre o que o corpo humano é capaz de realizar quando desafiado em condições extremas.
Fonte: RunnersBrasil.com
