Reordenamento da Beira-Mar: Novas Oportunidades para Corredores em Fortaleza

O reordenamento da Beira-Mar de Fortaleza traz mudanças significativas para os corredores. Você sabia que novas oportunidades estão surgindo? Vamos explorar tudo isso!
Reordenamento da Beira-Mar: O que Corredores e Assessorias Precisam Saber
E aí, galera da corrida! A Beira-Mar de Fortaleza, nosso palco de treinos e provas, está passando por um processo de reordenamento. A Prefeitura começou a organizar o uso do espaço público, e isso traz mudanças importantes para quem corre e para as assessorias esportivas que atuam por lá. É bom ficar por dentro de tudo para não ser pego de surpresa, né?
O que é o reordenamento da Beira-Mar?
Basicamente, a ideia é adequar as atividades que acontecem na orla à capacidade do local. Um decreto, o de número 16.457, foi publicado no dia 21 de agosto. Ele suspendeu a concessão de novas permissões e autorizações para usar a orla, incluindo a faixa de areia, o calçadão e outras áreas públicas. Essa medida afeta o trecho que vai da Ponte Metálica até o Mercado dos Peixes.
Essa suspensão inicial vale por 180 dias, mas pode ser estendida por mais 180 dias, uma única vez. O objetivo é fazer um estudo aprofundado para criar um novo plano de gestão e ocupação da área, garantindo que o espaço seja bem aproveitado por todos, com segurança e acessibilidade.
Impactos para os corredores e assessorias esportivas
Com essas mudanças, as assessorias de corrida e esportes náuticos que já estão na Beira-Mar podem sentir o impacto. O secretário Regional 2, Márcio Martins, já conversou com alguns empreendedores do setor. Ele mencionou que a Prefeitura busca soluções e até sugere outros locais para a prática de corrida na cidade.
Dicson Falcão, professor de Educação Física e fundador da KM Assessoria Esportiva, que é permissionário na Beira-Mar, participou de uma dessas reuniões. Ele contou que foi informado sobre o decreto antes da publicação. A princípio, a mensagem era de tranquilidade para quem tinha as permissões em dia, com a promessa de renovação. Para quem não estava regular, o reordenamento seria aplicado.
Uma das demandas levadas pelos empresários foi a possibilidade de construir uma estrutura para guardar equipamentos, o que mostra a necessidade de adaptação e diálogo entre a gestão municipal e os profissionais do esporte.
Alternativas de locais para correr em Fortaleza
Márcio Martins, da Secretaria Regional 2, levantou a questão de que Fortaleza tem outros espaços ótimos para correr que são pouco usados. Ele citou a Praia do Futuro como um exemplo. A ideia é tentar convencer os atletas a explorar esses outros pontos da cidade.
No entanto, o secretário reconhece que a segurança é uma preocupação para muitos corredores ao pensar em mudar de local. “Ninguém vai para a Praia do Futuro porque a gente tem medo da questão da segurança”, disse ele, destacando que essa é uma questão complexa que precisa do envolvimento de vários órgãos para ser resolvida.
Desafios da ciclofaixa compartilhada
Um ponto que sempre gera discussão na Beira-Mar é o uso da ciclofaixa, que é compartilhada por corredores e ciclistas. Apesar da boa sinalização, as regras nem sempre são seguidas. Por exemplo, a ciclofaixa não é para quem está apenas caminhando, mas sim para quem corre ou pedala.
Dicson Falcão ressalta que a ciclofaixa é um “gargalo” antigo. Ele observa que motos elétricas e quadriciclos não deveriam estar ali, e que muitas vezes pedestres caminham na ciclofaixa, enquanto corredores e ciclistas acabam indo para o calçadão por falta de espaço. As regras são claras: corredores devem ir em fila, à direita e no sentido da via, e ciclistas devem ultrapassar pela esquerda.
André Nascimento, um engenheiro civil de 26 anos que corre na Beira-Mar de duas a três vezes por semana há três anos, concorda. Para ele, a falta de conscientização e informação sobre as regras é o maior problema. “Acho que o que mais atrapalha é quando as pessoas estão andando. Porque você vem correndo, [e quando] tem uma pessoa andando, você tem que ir para a outra mão, [se] vem uma bicicleta atrás, acontece um acidente”, explica. Ele também notou um aumento no número de corredores, tornando o local “lotado” e “bem disputado” nas manhãs.
O futuro da Beira-Mar e suas permissões
O decreto nº. 16.457 não só suspende novas permissões, mas também revoga as autorizações de uso de bem público que estão ativas. Contudo, essa revogação não é imediata. Ela depende da conclusão de um processo administrativo específico, onde o empreendedor será notificado e terá um prazo de dez dias para apresentar sua defesa.
Durante esse processo, equipamentos irregulares serão removidos e as atividades suspensas terão suas permissões oficialmente revogadas. É importante notar que os boxes do Polo de Artesanato da Beira-Mar, a famosa Feirinha, não estão incluídos nessa revogação.
Márcio Martins explicou que a orla será dividida em 12 setores para mapeamento. À medida que cada setor for analisado, a situação dos permissionários será resolvida. Aqueles que não puderem permanecer em seus locais atuais serão orientados a ir para outro espaço, sempre com diálogo. A fiscalização das mudanças ficará a cargo da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis).
A Prefeitura justifica o reordenamento dizendo que a concessão “indiscriminada e desordenada” de permissões estava comprometendo a segurança, a acessibilidade e a harmonia urbanística da região. A ideia é que, com estudos técnicos aprofundados, um novo plano de gestão e ocupação traga mais organização e benefício para todos que frequentam a nossa querida Beira-Mar.
Fonte: Diário do Nordeste